O mito da autenticidade no marketing político
- Estratégia Parlamentar
- 5 de mar.
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de mar.

Você já ouviu que um político precisa ser autêntico para engajar nas redes sociais, certo? Pois bem, essa ideia pode estar sabotando completamente sua estratégia de comunicação.
Muitos políticos confundem autenticidade com exposição excessiva, transformando suas redes em um palco pessoal sem gerar conexão real com as pessoas.
Hoje, vamos falar sobre como usar autenticidade de forma estratégica e evitar cair na armadilha de tratar o público como uma plateia passiva. Se você quer construir uma comunicação política eficiente, vem comigo porque esse conteúdo é essencial!
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O problema da autenticidade no marketing mal interpretada.
A palavra autenticidade no marketing se tornou um dos conceitos mais falados no marketing político, mas a verdade é que ela está sendo usada da forma errada.
🔹 “o político precisa ser mais autêntico para engajar.”
🔹 “poste mais bastidores para mostrar autenticidade.”
🔹 “o político precisa ser ele mesmo.”
Parece simples, né? Mas essa abordagem pode ser um erro. Autenticidade não significa somente exposição, significa conexão.
Se a comunicação do político se resume a mostrar sua rotina, selfies e eventos sem um propósito claro, isso não gera identificação nem engajamento verdadeiro.
As pessoas não se interessam somente pelo que o político faz, mas pelo impacto que isso tem na vida delas.
Se não há um vínculo emocional ou um propósito por trás do conteúdo, tudo vira barulho.
Exemplo ruim de autenticidade: mostrar o político andando no evento, apertando mãos e colocando uma musiquinha nos stories.
Exemplo estratégico: mostrar o impacto daquela ação política na vida real das pessoas, com depoimentos e explicações de fácil entendimento.
O que é autenticidade estratégica?
A autenticidade verdadeira não é sobre o político, é sobre o público. É sobre criar um canal de diálogo real e fortalecer o vínculo entre ele e seus eleitores.
Para tornar a autenticidade uma aliada na comunicação política, siga essas diretrizes:
✔ Seja transparente, mas com propósito: o eleitor não precisa saber o que o político almoçou, mas sim entender como ele trabalha para resolver problemas reais.
✔ Explique decisões e posicionamentos de forma clara: não é só sobre se expor, mas sobre dar contexto ao que está sendo feito.
✔ Crie proximidade sem transformar tudo em autopromoção: a comunicação não deve ser um monólogo – o eleitor quer ver impacto real.
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Erros comuns ao trabalhar a autenticidade.
1. Tratar o público como espectador passivo: se a estratégia foca apenas em curtidas e comentários de elogios, não há um diálogo real. A comunicação política não é puro entretenimento, é engajamento ativo.
2. Publicar apenas discursos e eventos sem conexão com a realidade: o eleitor comum não se identifica com fotos posadas em gabinetes ou discursos técnicos. É preciso traduzir a política para a linguagem das pessoas.
3. Exposição excessiva sem estratégia: mostrar vulnerabilidade pode ser positivo, mas precisa ser bem dosado. A questão não é se expor por se expor, mas usar essa exposição de forma positiva e controlada para reforçar a mensagem política.
4. Confundir autenticidade com impulsividade: ser autêntico não significa ser agressivo ou falar tudo sem filtro. Há uma diferença entre ser acessível e ser descontrolado – e essa linha pode custar muito caro.
Como criar um movimento digital de apoio?
Para gerar engajamento real, vá além da autopromoção e traga as pessoas para dentro da conversa.
✔ Mostre a base apoiando o político: compartilhe depoimentos de pessoas que foram impactadas pelo trabalho dele.
✔ Construa uma narrativa que aproxime e não afaste: o eleitor precisa se ver representado na comunicação.
✔ Transforme seguidores em defensores: o objetivo não é apenas ganhar curtidas, mas mobilizar apoio digital verdadeiro.
A autenticidade bem trabalhada fortalece a autoridade do político e gera credibilidade.
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A comunicação política não é sobre plateia, mas sobre participação. Se a autenticidade for usada apenas para inflar o ego do político, ela se torna barulho sem propósito.
Agora, se for usada para criar conexão real e envolver as pessoas no debate político, ela se torna uma ferramenta poderosa para fortalecer sua base e ampliar sua influência.
Agora pense, sua comunicação está fortalecendo ou sabotando o engajamento do político?
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